
Regras do Oh Hell
Regras do Oh Hell explicadas de forma simples: preparação, como jogar, pontuação e variantes, com dicas para começar bem.
Atualizado em 17 de fevereiro de 2026
📋 Sommaire
Apresentação do jogo
O Oh Hell! é um jogo em que os jogadores tentam prever exatamente quantas vazas vão ganhar. Surgiu em Londres e em Nova York nos anos 30 e desde então se tornou popular em muitas partes do mundo. O nome original ofendeu algumas pessoas e em vários livros foi suavizado para Oh Pshaw! ou Oh Well!; outros o chamam de Blob ou Blackout, provavelmente pelo costume de anotar a aposta do jogador na folha de pontuação e depois cobri-la com um borrão preto quando ele não faz o número previsto.
Jogam de 3 a 7 pessoas, sendo ideal de 4 a 6. Usa-se um baralho padrão de 52 cartas. Em cada naipe, as cartas valem, da mais alta para a mais baixa: A, K, Q, J, 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2.
Objetivo do jogo
Cada jogador aposta quantas vazas acha que vai ganhar na mão e depois precisa ganhar exatamente esse número: nem mais, nem menos. Só há pontos para quem acerta a aposta em cheio.
A graça do jogo é que pelo menos um jogador vai errar em cada mão, porque o total das apostas não pode ser igual ao número de vazas disponíveis.
Sequência de mãos
A partida é uma série de mãos. A primeira é jogada com 7 a 10 cartas por jogador, conforme o número de participantes: 10 cartas com 3 a 5 jogadores, 8 cartas com 6 jogadores e 7 cartas com 7 jogadores, por causa do limite das 52 cartas. Cada mão seguinte é jogada com uma carta a menos, até a mão de uma única carta, e depois sobe de novo uma carta por mão até o número inicial.
Com 7 jogadores, por exemplo, as mãos são: 7 cartas, depois 6, 5, 4, 3, 2, 1, e então 2, 3, 4, 5, 6 e 7 — ao todo 13 mãos, cerca de 45 minutos de jogo.
Preparação
Para definir quem distribui primeiro, os jogadores tiram uma carta: quem tirar a mais alta distribui a primeira mão. A vez de distribuir gira no sentido horário a cada mão.
O baralho é embaralhado e cortado, e quem distribui dá as cartas uma a uma até que todos tenham a quantidade prevista para aquela mão. A carta seguinte é virada para cima: o naipe dela é o trunfo da mão e ganha dos outros três naipes. As cartas restantes ficam num monte virado para baixo, com a carta de trunfo por cima.
Como jogar
As apostas começam pelo jogador à esquerda de quem distribuiu e seguem no sentido horário, voltando a quem distribuiu, que aposta por último. Cada aposta é um número de vazas. Todos precisam apostar — não é possível passar —, mas pode-se apostar zero, e nesse caso o objetivo é não ganhar nenhuma vaza. Uma aposta só pode ser mudada se o jogador seguinte à esquerda ainda não tiver apostado.
É aí que entra a regra decisiva: quem distribui não pode apostar o número que faria o total das apostas ficar igual ao número de vazas disponíveis. Toda mão fica, portanto, com apostas a mais ou a menos. Vale lembrar também que nem todas as cartas do baralho estão em jogo numa mão qualquer.
Sai o jogador à esquerda de quem distribuiu, jogando a carta que quiser, inclusive um trunfo. O jogo segue no sentido horário. Cada jogador precisa servir o naipe de saída, se puder; se não puder, joga qualquer outra carta da mão, trunfo incluído. Ganha a vaza quem jogou o trunfo mais alto ou, se nenhum trunfo foi jogado, a carta mais alta do naipe de saída. Esse jogador sai para a vaza seguinte, e assim até que todas tenham sido jogadas.
Contagem de pontos e fim de jogo
O marcador é escolhido antes da partida conforme o costume da mesa. Há várias formas de pontuar.
Na versão mais simples, quem ganha exatamente as vazas que apostou soma 10 pontos mais o número de vazas apostadas: 10 pontos por zero vaza, 11 por uma, 12 por duas, e assim por diante. Quem ganha mais ou menos vazas do que apostou não soma nada. Daí vêm os nomes Blackout e Blob: o marcador risca as apostas fracassadas, que viram borrões pretos na folha.
O método mais difundido dá 1 ponto por cada vaza ganha, mais um bônus de 10 pontos para quem acerta exatamente a aposta. Um jogador que apostou 2 soma 12 pontos se ganhar exatamente 2 vazas, mas apenas 1 ponto se ganhar uma e 3 pontos se ganhar três — o que dá a quem já errou algum motivo para continuar ganhando vazas.
Qualquer que seja o método, o marcador mantém o total acumulado de cada jogador, e são esses totais acumulados no fim da última mão que decidem o resultado.
Variantes comuns
A sequência de mãos admite muitas variações: alguns começam com 1 carta, sobem até o máximo e descem de novo; outros só descem do máximo até 1 e param, ou o contrário. Com quatro jogadores o máximo distribuído pode ser 13 cartas em vez de 10, e com três dá para ir até 17. Há mesas que fixam um máximo qualquer, 7 cartas por exemplo, independentemente do número de jogadores.
O trunfo também pode ser definido de outro jeito. Quando uma mão distribui todas as cartas — 13 para cada um com quatro jogadores, por exemplo — não sobra carta para virar, e essas mãos são jogadas sem trunfo. Alguns jogam sem trunfo as maiores distribuições mesmo quando sobram cartas. Outros trocam a carta virada por uma sequência fixa de naipes de trunfo, que pode incluir ou não uma rodada sem trunfo.
Uma curiosidade ou recorde
O jogo é conhecido por muitos nomes pelo mundo: Contract Whist e Nomination Whist na Grã-Bretanha, Bust na Austrália e na Nova Zelândia, Boerenbridge na Holanda, German Bridge em Hong Kong e Kachuful na Índia. Numa variante descrita por Dan Strohm, o Devil's Bridge, o tamanho das mãos sobe e depois desce, e na última mão, a de 1 carta, cada jogador segura a própria carta na testa: vê as cartas de todos os outros, mas não a sua.
Onde conseguir o jogo
Se você deseja jogar Oh Hell!, você pode encontrar um baralho de 52 cartas na Amazon.
Erros de iniciantes a evitar
- Esquecer que só a aposta exata pontua: ganhar três vazas tendo apostado duas é tão ruim quanto ganhar uma.
- Descartar a aposta de zero, que vale 10 pontos no método simples e costuma ser a mais segura com uma mão fraca.
- Não prestar atenção nas apostas dos outros: elas mostram quantas vazas foram reivindicadas no total e, portanto, se a mão está com apostas a mais ou a menos.
- Supor que todas as cartas estão em jogo: nas mãos curtas, a maior parte do baralho fica no monte.
Perguntas frequentes
- Quantos jogadores são necessários? De 3 a 7, sendo o jogo melhor com 4 a 6.
- Posso passar na hora de apostar? Não. Todos precisam apostar um número; o que se pode é apostar zero.
- Posso mudar minha aposta? Sim, mas só enquanto o jogador seguinte à sua esquerda ainda não tiver apostado.
- Sou obrigado a servir o naipe de saída? Sim, sempre que tiver cartas desse naipe. Se não tiver, joga qualquer carta, inclusive um trunfo.
- Dá para jogar uma mão sem trunfo? Sim: quando todas as cartas são distribuídas não sobra carta para virar, e essa mão é jogada sem trunfo.
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